Há semanas que não dormimos uma noite decente de sono. Eu ainda escapei uns três dias e dormi com Namorado.*, o que me ajudou imensamente. Mas hoje, especificamente, tou acordada desde duas e meia da manhã, em função da vó. O tema da noite foi "quero ir pra casa, onde eu estou, por que é que estou aqui" - e o detalhe é que ela está sim em casa, junto conosco.
Posso assegurar que Alzheimer é uma grande porcaria.
Apendi uma receita de peixe que é muito fácil de fazer e fica inacreditavelmente gostoso. E vou explicar daquele jeito bem explicadinho, para que você, caro leitor, possa se arriscar na cozinha mesmo sem saber cozinhar um ovo.
Essa receita rende duas porções bem generosas.
Peixe a Thermidor - for dummies
Você vai precisar de:
- 1 quilo de peixe cortado em filés. Peça filés bem grandes, de um modo de fiquem quatro filés. A receita funciona muito bem com salmão (aliás, o que não funciona bem com salmão?), linguado e abrótea. Abrótea, aliás, é bem mais barato, e fica delicioso. Evite usar cação, porque o seu sabor é muito intenso e briga um pouco com o resto.
- 2 tabletes de caldo de peixe ou de legumes. A medida é um tablete pra cada meio quilo, caso você queira aumentar a porção.
- 3 colheres de sopa de manteiga sem sal (equivalente a um terço de um tablete de 200g). Não use margarina, só faça isso se voce não tiver mais manteiga em casa. O que, aliás, aconteceu comigo nesse fim de semana... Se isso acontecer, apele pra margarina mesmo. Nessa emergência, fiz com aquela "doriana sabores" de oliva, e ficou muito gostoso.
- temperinhos: alecrim, coentro, segurelha, pimenta do reino (se puder ser moída na hora...), tomilho, manjerona. Evite orégano, se for usar use bem pouquinho, porque o sabor é muito forte.
- uma xícara e três quartos de leite.
- 3 colheres de sopa de farinha de trigo.
- quatro fatias de queijo muzzarela ou prato.
- uma colher de sopa de requeijão (opcional).
Então, vamos começar a brincar. Ligue o forno, em fogo alto, e deixe pré-aquecendo.
Pegue uma assadeira pequena de vidro, mas que tenha bordas mais altas (pelo o menos três dedos de altura). Coloque dentro de uma assadeira maior (pode ser de alumínio mesmo), porque voce vai precisar de apoio em um determinado momento da receita e eu não quero que você se queime. Deixe separado.
Pegue os filés de peixe e dê uma enxaguada com água. Deixe-os no escorredor de macarrão para que a água saia bem.
Pegue a manteiga, coloque numa xícara grande e derreta no microondas. Coloque pra 30 segundos, derreta, misture um pouco, coloque mais uns 20 segundos. Cuide pra que não ferva, é só pra derreter.
Daí, pegue os tabletes de caldo (de peixe ou legumes), esfarele um pouco com os dedos e coloque junto com a manteiga derretida, misturando muito bem. Acrescente os demais temperos. É meio no olho, mas uma colher de chá de cada um deve servir. Com uma colher, misture bem, dissolva o caldo apertando os pedaços maiores contra a xícara e incorpore tudo, transformando num molho.
Agora, vamos começar a montar tudo. Deixe a assadeira perto de você. Daí, em cima de um prato ou uma tabuinha de cozinha (é receita for dummies, eu avisei), comece a temperar os peixes. Os filés costumam ter um lado mais liso, que é o externo, e um lado mais "esponjoso". Veja qual é esse lado mais esponjoso, e é aí que você vai temperar. Coloque o filé no prato/tabuinha, e pegue uma colher de sopa do tempero de manteiga. Sempre misture esse tempero antes de cada colherada, porque as partes mais pesadas vão indo pro fundo. Espalhe a colherada em cima do peixe, não se preocupe em espalhar bem. Dê prioridade pra parte central do peixe. Enrole o filé e coloque-o na assadeira. Faça a mesma coisa com os outros filés. Provavelmente, vai sobrar um pouco do tempero. Nesse caso, espalhe o restante por cima dos filés, na assadeira.
Pegue o leite e encha uma xícara até faltarem uns dois centímetros da borda (a medida é 3/4 de xícara). Aqueça por 40 segundos no microondas e despeje por cima dos filés. Leve ao forno por meia hora.
Nesse meio tempo, faça o arroz. Não sabe fazer arroz? Peraí que a Tati ensina. A receita vai logo depois dessa.
Depois de meia hora de forno, os filés vão ter soltado muito líquido e é possível que o leite adquira um aspecto talhado (o que pode nem acontecer e, se acontecer, não altera o sabor). Confira, com um garfo, se os filés estão cozidos: cutuque o peixe, veja o aspecto da carne, prove um pedacinho. Se estiverem cozidos, ótimo. Se não, deixe mais uns dez minutos.
Uma vez cozidos, vem a parte da aventura. Separe uma concha de sopa e um vasilhame médio. Cuidadosamente, usando um pano de prato ou aquelas luvas de cozinha, retire as assadeiras do forno (é por isso que pedi pra você colocar a assadeira do peixe dentro de uma assadeira maior...). Não desligue o forno. Com a concha, retire todo o líquido que você conseguir e coloque na vasilha, deixando os peixes na assadeira. Dependendo do peixe, é possível que venham junto uns pedacinhos de carne, mas não tem problema. Certifique-se que não veio nenhum espinho de peixe junto. Reserve esse líquido.
Devolva o peixe pro forno. Pode diminuir um pouco a temperatura do forno.
Agora, você vai fazer o molho branco. Vou facilitar sua vida. Pegue o leite restante (uma xícara) e coloque no liquidificador. Tampe bem, ligue o liquidificador e, com ele ligado, retire a tampinha do meio da tampa. Por esse buraquinho, coloque, aos poucos, as três colheres de sopa de farinha de trigo. Bata bem. Pronto, pode desligar o liquidificador. Você pode fazer isso com um mixer, se você tiver.
Pegue uma panela média, com o fundo um pouco mais grosso. Coloque o líquido que você retirou do cozimento dentro dessa panela e leve ao fogo. Enquanto esquenta, deixe perto de você as fatias de queijo já cortadas em pedaços médios e o copo de requeijão (o requeijão é opcional).
Quando o líquido estiver quase fervendo, diminua um pouco o fogo e acrescente o leite batido com farinha, mexendo sempre e muito bem com uma colher de pau. Não pare de mexer, pra não empelotar. Em pouco tempo, o molho engrossa. Quando engrossar, desligue o fogo, junte o queijo e uma colherada de requeijão e continue a mexer até o queijo derreter. Coloque por cima dos filés que estão no forno e deixe mais uns cinco minutinhos.
Divirta-se.
Arroz for dummies
Coloque pouco mais de um litro de água para ferver.
Pegue duas xícaras de arroz branco de boa qualidade. Separe os grãos, retirando os que não estiverem adequados ou muito escuros. Coloque no lava-arroz (ou numa vasilha, se você não tiver) e enxágue os grãos na água. Deixe escorrendo no lava-arroz (ou numa peneira).
Descasque e pique dois dentes de alho bem picadinhos.
Pegue uma panela média e leve ao fogo alto. Deixe esquentando uns 30 segundos, e junte cerca de uma colher de sopa de óleo de soja/canola/girassol. June o alho, mexendo sempre com uma colher de pau, até que fiquem dourados. Junte o arroz cru, e continue mexendo por cerca de um minuto ou dois, pra que os grãos fritem um pouco. Acrescente quatro xícaras de água fervente e junte dois tabletes de caldo de galinha. Deixe a panela meio destampada e deixe ferver - sem mexer mais, até que a água seque, o que vai levar cerca de vinte minutos. A uma certa altura do cozimento, você vai ouvir um barulhinho meio crepitante, que é quando a água vai estar quase seca. Nessa hora, verifique se o arroz cozinhou, ele tem que ficar meio al dente. Caso ainda esteja muito cru, junte um pouquinho (menos de meia xícara) de água. Uma vez seca a água, desligue o fogo, tampe bem a panela e deixe abafado por uns dez minutinhos (ou o tempo de finalizar a receita).
Se vocês forem usar uma banheira de hidromassagem, vale a pena comprar um potinho de sais de banho pra misturar na água. Sempre achei que fosse frescura, mas vale muito a pena. O tempo de imersão fica bem prolongado, pois o emaracujamento (processo de virar maracujá) demora quase o dobro pra acontecer.
Fora o fato de que você sempre pode dizer "- Óh! meus sais!". Eu sempre quis dizer isso, hohoho.
Ontem, tava vendo a tal da novela das oito. Foi a primeira vez que vi mais de cinco minutos. Hohoho. Hi lá ri o.
Então tem aquele moço ex-espinhento que havia atuado na "presença de anita". Ele tá fazendo o papel de um sujeito chamado "Shaolin". Zenti, é bizarro. Numa cena, uma mocinha diz algo pra ele que não prestei atenção, mas ele responde, de forma inacreditavelmente canastrona, que "Shaolin não pertence a ninguém. Shaolin é uma força da natureza". Ougód. Ooooou gód. Juro que parecia uma cena do Casseta e Planeta - aliás, a versão deles pra novela tá imbatível.
Esse menino "Shaolin" é a prova viva de que acne tem cura. E o visual dele tá muito parecido com o do Dado Dolabella, é muito fácil de confundir na tela. O diferencial é a canastrice, o personagem tá quase caricatural.
Mas impressionada mesmo eu fiquei com a perspectiva pra Adriana Esteves. Eles pegaram uma foto dela e envelheceram, para introduzir a atriz que fará o papel no tempo presente. E deu a Renata Sorrah. Inacreditável: aquela coisa linda que é a Adriana Esteves, com aquele rostinho de boneca, virou a eterna Heleninha Roitmann. Na boua, se eu fosse a Adriana Esteves, começaria a me apavorar desde já: dieta, exercícios, alimentação equilibrada, um geriatra. Cruzes.
Acho que vou começar a acompanhar essa novela, hohoho.
melancolia básica - ou como o frio e a falta de sol influenciam no seu humor
Estou com uma saudade imensa da minha irmã, uma saudade que corta um pedaço do meu coração como se fosse uma fatia de salame.
Ela mora em São Paulo e eu em Curitiba, nós duas com vidas corridas, o que impossibilita visitas mais assíduas. E ela é um doce, a minha coisinha fofa, minha preciosa. Já disse que mato e morro por ela, and I mean it.
Tava dando uma olhada no fotolog dela, e no fotolog da Nikasan, e pequenos fragmentos da vidinha dela tavam ali: a parede da cozinha, algumas fotos dela, um pedaço da sala. Parecia que eu tava vendo uma bolha de sabão da minha irmã, mas que eu só podia olhar e não tocar, senão estourava. Continuo com saudades.
Fomos a um casamento no sábado e, claro, a banda tocou música disco. Adoro música dos anos 70, me esbaldo mesmo. O legal foi que eles distribuíram boás e óculos escuros, e aquele trocinho que não sei o nome, mas é um tubinho flexível cheio de um líquido que brilha. Móito divertido.
Voltei pra casa com três boás, um azul, um laranja e um verde. Foi a felicidade do Bóris. Ele acha que qualquer coisa peludinha é irmãozinho (não posso usar um chinelinho que tenho, porque ele amanhece todo lambido). Então, Bóris-it´s-raining-men passou a madrugada andando pela casa brincando com os boás. Um luixo. Mais um pouco, e chamam ele pra garoto propaganda de alguma coisa. Eu tenho que capitalizar esse gato.
Boizé. É o uniforme que a delegação brasileira vai usar em Atenas. Pensam que é trote, né. Não é não, eu li aqui.
Que meda. Namorado-maxi-mega disse que é uma coisa meio Dancin' days, e eu nem posso discordar. Faltou eles contarem que as mocinhas entrarão com meias de lurex e sandálias de tirinhas, tudo junto. E viva o chulezão.
Vocês certamente já devem ter visto essa notícia aqui:
TJ mantém absolvição de envolvido em sexo grupal
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça - seguindo voto do relator, desembargador Paulo Teles - negou, por unanimidade, provimento à apelação interposta pelo Ministério Público de Goiás para reforma da sentença que absolveu José Roberto de Oliveira, vulgo "Preguinho", acusado de atentado violento ao pudor contra Luciano Costa da Silva. Segundo o relator desembargador Paulo Teles, os componentes das provas trazidas aos autos pela acusação, limitou-se aos depoimentos prestados em juízo por Luciano e sua mãe. "A ausência de provas deixa abalada a credibilidade dos elementos apurados na instrução processual, o que desautoriza uma condenação".
De acordo com o inquérito policial, no dia 11 de agosto de 2003, por volta das 22h30, em uma construção no parque Las Vegas, em Bela Vista de Goiás, José Roberto constrangeu Luziano Costa da Silva a permitir que com ele praticasse ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Luziano alegou em seu depoimento que não podia oferecer nenhuma resistência pois se encontrava em estado de embriaguez e sob efeito de substância entorpecente, chegando a perder completamente os sentidos. Após algum tempo, segundo os autos, José Roberto passou em sua residência e buscou a esposa, Ednair Alves Aurora de Assis, levou-a até uma construção próxima, no parque Las Vegas, e a obrigou a tirar suas roupas deixando-a completamente nua. Neste momento ele teria ordenado a Luziano que também tirasse suas roupas e transasse com sua mulher, afirmando que queria fazer uma "suruba". Conforme os autos José Roberto empurrou a esposa contra o corpo de Luziano e logo após praticou coito anal com o mesmo, aproveitando-se da situação em que ele se encontrava naquele momento.
Falta de provas
O relator Paulo Teles entendeu que, devido à ausência de provas e mediante o depoimento de Ednair prestado ao juiz, em que confirma a participação de Luziano na "orgia" por livre e espontânea vontade, deveria aplicar o princípio do in dubio pro reu e confirmar a sentença que absolveu o acusado. Para o magistrado, o grupo de amigos reuniu-se com o único propósito de satisfazer a lascívia de cada um e de todos ao mesmo tempo, num arremedo de bacanal, que o vulgo intitula de sexo grupal."A literatura profana que trata do assunto, dá destaque especial ao despudor e desavergonhamento porque durante a orgia consentida e protagonizada não se faz distinção de sexo, podendo cada partícipe ser sujeito ativo ou passivo durante o desempenho sexual entre parceiros e parceiras. Tudo de forma consentida e efusivamente festejada", concluiu.
A ementa do acórdão recebeu a seguinte redação: " Apelação criminal. Atentado violento ao pudor. Sexo grupal. Absolvição. Mantença. Ausência de dolo. 1. A prática de sexo grupal é ato que agride o amoral e os costumes minimamente civilizados. 2. Se o indivíduo, de forma voluntária e espontânea, participa de orgia promovida por amigos seus, não pode ao final do contubérnio dizer-se vítima de atentado violento ao pudor. 3. Quem procura satisfazer a volúpia sua ou de outrem, aderindo ao desregramento de um bacanal, submete-se conscientemente a desempenhar o papel de sujeito ativo ou passivo, tal é a inexistência de moralidade e recto neste tipo de confraternização. 4. Diante de um ato induvidosamente imoral, mas que não configura o crime noticiado na denúncia, não pode dizer-se vítima de atentado violento ao pudor aquele que ao final da orgia viu-se alvo passivo do ato sexual. 5. Esse tipo de conchavo concupiscente, em razão de sua previsibilidade e consentimento prévio, afasta as figuras do dolo e da coação. 6. Absolvição mantida. Apelação ministerial improvida ".
Algumas conclusões a que chegamos em nossa conversa coletiva, todas aqui reunidas:
- é muito divertido chamar bacanal de confraternização. Tudo adquiriu duplo sentido agora. Queridos, temos que deixar as regras muito claras sempre que marcarmos alguma reunião.
- temos que tomar cuidado ao participarmos de confraternizações. O tiro pode sair - ou entrar - pela culatra.
- o Desembargador chama a coisa toda de "arremedo de bacanal". Ou seja, ao mesmo tempo em que aparenta reprovação, dá meio que uma dura nos participantes (se vocês resolveram fazer, então que fizessem direito).
- o cidadão que violou o outro se chama Preguinho. Daí a absolvição: impossibilidade material.Como diz o pessoal do funk, martela, martela, martelão!!!
- chamar bacanal de contubérnio é ótemo. Quantos eufemismos são possíveis de serem usados em um só acórdão?
- na ementa, constou que o ato agride o amoral. Isso certamente é um ato falho.
- ouviram a mãe do sujeito como testemunha. A mãe, senhores. Imaginem a cena: a velhinha esfregando e apertando as mãos, toda aflita, dizendo que "nãao, meu filhinha jamaaaaaais daria a rabo!!!!"
amo
tatinho, gosto de café, cheiro de filhote, beijo na boca, fungada no cangote, chocolate,
dormir no sol, música boa, jogar conversa fora, caipirinha de morango com vodca,
bichos de estimação que dormem no colo da gente, passear no parque, conhecer
gente nova, cozinhar, ler, lavar o cabelo, fazer maquiagem, rir muito, sabor de pimenta,
dança do ventre, feriado, sexo com qualidade, cheiro de banho, homem cheiroso,
minhas tatuagens, sapatos
odeio
pagode bundinha, gente babaca, mau humor, coração de galinha, moela, ressaca, buzina,
invasão de território, levar um cano, levantar muito cedo, ficar com a bexiga cheia,
meia desfiada, fatura de cartão de crédito, mau hálito