Já repararam a onda de Mini-me que tá tomando conta das propagandas? É a miniatura da Ana Paula Arósio, da Débora Bloch e do Miguel Falabella, só nesse mês.
Já viram a propaganda bi-zar-ra do HF-65? Tintura pra cabelo pra homem, com a propaganda mais fêa que já vi nos últimos tempos.
Já viram a cara do japonês da propaganda do Oral-B Cross Action? Surreal. É logo no começo da propaganda, quando ele tá com uma mega escova de dentes nas mãos, mostrando pro público com aquela cara de "nofa, como é elooorme". Eu começo a rir nesse momento, e deixo de prestar atenção em todo o resto dessa propaganda e das duas seguintes.
Ontem, comecei a separar minhas coisas, preparando pra futura e breve mudança. Separei um monte de roupas que não pretendo usar mais, fiz o levantamento de quantos panos de prato ganhei da minha vó nesse tempo todo, ganhei um monte de coisas da minha mãe, vi o que vai e o que fica. Diliça.
Aliás, a felicidade da minha mãe é um parágrafo à parte. Quando falei que queria ver o enxoval, a bichinha ficou doida. Mal disfarçava. Desceu tudo do armário, tudo mesmo, sabe? Aquela toalharada espalhada pela cama, uma coisa. Mães em geral são fogo, mesmo. Você pode ser a profissional mais bem sucedida do país, mas se não estiver arranjada, elas sentem que falharam em alguma coisa. É um absurdo. A veínha tá toda pimpona.
Insulfime instalado! Fim da fase coxinha de padaria! Vista linda em tempo integral, e sem o processo de cozimento gradual. Que beleeeeeza. A vida é fresquinha.
não confio em ninguém com mais de 30, não confio em ninguém com 32 dentes
A partir de sexta, dia 2, não confiem mais em mim!
Meus 30 anos estão chegando, hohoho. Ou gód. Eu sempre tive a vaga sensação de que que chegaria muito feliz aos 30 anos, e vejo que tava certa. Tirando o que tá acontecendo com a vó, o resto tá tudo indo muito bem, ainda bem.
Como disse no post anterior, o bom da vida é que ela anda. Estou com uma mesa nova (bem maior e com gaveteiro), teremos insulfime nos vidros aqui da minha sala do escritório (isso quer dizer que a sensação de coxinha de padaria vai desaparecer), nosso laRRR cheio de amoRRR tá cada dia mais próximo, estou revendo pessoas queridas. Ah, e descobri como fazer o recheio ideal pra uma torta de maçã. Diliça.
E não sei o que seria da minha vida sem o messenger. Ou gód. Na sexta feira passada, rolou até abraço coletivo via msn, hohoho. A maior parte da vida tem uma cara muito linda.
Tirando esse grande buraco, há coisas lindas acontecendo.
- eu consegui chorar. Muito. Que alívio.
- ontem eu tava num lugar muito, muito escuro. Mas Namorado foi lá e me trouxe de volta. You see everything/ You see every part / You see all my light / And you love my dark / You dig everything / Of which I'm ashamed / There's not anything to which you can't relate / And you're still here
- Duplo coelho carpado. Isso é uma modalidade esportiva. E não, não vou explicar o que é.
- qualquer um que tenha a Kath como irmã é um ser abençoado. Ela é minha irmã emocional e cada dia eu agradeço a Deus por isso. E ela faz um quindim que tem poderes curativos. Eu juro.
- a Alix tá absurdamente fofa. Tá nascendo o quinto dentinho. E ela aprendeu a ninar bonecas. Eu podia chorar só de lembrar.
- O contrato social do escritório vai mudar. E dessa vez, pra incluir meu nome. Ouuuuuuuuuuu iés. E não é como empregada. Oooooooooooooou ieeeeeeeeeeeeessssssssssssssssssss. E todas as procurações também estão vindo no meu nome. Vai faltar letra pra tanto ou iéis.
- Nosso laRRR cheio de amoRRR vai ser um lar maior ainda do que esperávamos.
- Meu gato Edmilson André tem vindo dormir comigo toda a noite. Ele deita no meu peito, pede cafuné e ronrona muito, e só assim tenho conseguido pegar no sono. Ele só sai do meu peito quando sente que estou emborcando. Ele é um doce.
Eu preciso escrever, pra tirar isso da minha cabeça. Ou pelo o menos, pra esvaziar um pouco.
É tudo muito foda e complicado. Minha vó, há muito tempo, já não concatena as idéias. Aquele maldito do alzheimer tem tomado conta do que sobrou, e isso é definitivamente uma grande porcaria. Na sexta feira, juro que achei que era a hora. Fiquei impressionada com o que vi no almoço, mas não consegui colocar pra fora. Deveria ter chorado um pouco, deveria ter andado umas duas horas seguidas, sei lá. Mania besta essa de me fechar em silêncio. Namorado deu colo, colo e mais colo, mas tem tipos de buracos que não são preenchidos.
Então, começamos a dar outra medicação, desta vez antipsicótica. Isso porque ela realmente não estava mais aqui: a televisão tinha virado pipoqueira, tinha acabado de fazer dois sacos bem grandes. A boneca de porcelana tinha virado uma criança. A casa estava cheia de gente, por que é que aquelas pessoas todas não iam embora? As pessoas da televisão estavam olhando pra ela, então ela se escondia embaixo do edredon, apavorada. E na sexta, ela estava olhando através de nós, sabe? Era como se fôssemos janelas, como se não estivéssemos presentes. Na realidade, acho que ela que não estava mais presente. No fim da tarde, um padre amigo da família veio visitá-la.
A medicação começou a fazer efeito, e no sábado ela estava bem centradinha. Perguntou do meu casamento, da minha irmã, queria saber que dia que era. À noite, tomou banho, ficou conosco, conversou. E domingo, desandou. Teve crise de choro no almoço, um drama. E hoje de manhã, não conseguimos entrar no quarto dela. Ela tinha se trancado, não abria de jeito nenhum. Meu pai teve que quebrar a janela, ainda bem que moramos em casa e não em apartamento.
Então, não sei exatamente qual a vantagem de se continuar com a medicação antipsicótica. Se, por um lado, ela sofre com as alucinações (porque não são alucinações boas, são apavorantes), por outro, a consciência do que está acontecendo é tão ou mais apavorante ainda. Estamos entre a cruz e a caldeirinha, e não tem nenhuma saída digna pra isso tudo. E o duro, mas o mais duro mesmo, é que o corpo dela tá razoável. Os ossos estão fracos, mas todo o resto tá em ordem. É horrível esse sepultamento em vida.
Eu ainda acho que preciso andar umas três horas seguidas. Mas, vida que segue. Mais um pouco, e volto à programação normal.
amo
tatinho, gosto de café, cheiro de filhote, beijo na boca, fungada no cangote, chocolate,
dormir no sol, música boa, jogar conversa fora, caipirinha de morango com vodca,
bichos de estimação que dormem no colo da gente, passear no parque, conhecer
gente nova, cozinhar, ler, lavar o cabelo, fazer maquiagem, rir muito, sabor de pimenta,
dança do ventre, feriado, sexo com qualidade, cheiro de banho, homem cheiroso,
minhas tatuagens, sapatos
odeio
pagode bundinha, gente babaca, mau humor, coração de galinha, moela, ressaca, buzina,
invasão de território, levar um cano, levantar muito cedo, ficar com a bexiga cheia,
meia desfiada, fatura de cartão de crédito, mau hálito