perolada


Identidade

É tudo tão interessante e novo que nem sei direito como começo. Mas é o seguinte.

Achei lindo isso de meus pais estarem animados e coisa e tal, e com a perspectiva de poder contar com o entusiástico apoio deles pro casamento. Lindo mesmo. Mas sooo freaking scary, por outro lado. Um incômodo na região do estômago, que não sabia de onde vinha, que tava me deixando angustiada sem saber o motivo.

Além disso, ando perigosamente viciada nos programas do People&Arts. Não perco quase nenhum. Acompanho religiosamente o Entre 4 Paredes (The Block), Esquadrão da Moda (What not to wear), Antes e Depois, Minha casa sua casa (Changing Rooms), Siga o decorador, Enquanto você não vem. Todos eles. E passei a hora do almoço toda de quarta feira nesse site aqui http://www.bbc.co.uk/homes, mandando pra Namorado os modelinhos de quarto que achava mais bacanas.

Mas tem mais. Ando vendo as minhas coisas, todas elas, imaginando-as empacotadas, fazendo seleção mental do que ia levar comigo.

E descobri, então, do que se trata. Na realidade, tudo envolve a busca pela minha identidade e escolha dos modelos que vou levar comigo pro meu novo laR cheio de amoR. E, por modelos, não quero simplificar pra modelo de cama ou de sofá. É modelo de comportamento mesmo. Modelos de relacionamento, de dinâmicas comportamentais que aprovo ou desaprovo, coisas que quero que sejam iguais e coisas que precisam ser diferentes.

Pra essa escolha, são fundamentais o senso crítico e desapego. Acho que mais o desapego do que o senso crítico. Ao olhar os livros e cacarecos que vou ou não levar comigo, estou ao mesmo tempo olhando pra minha vida inteira, separando o joio do trigo de tudo o que aprendi até agora, aprendendo a deixar de lado coisas que não me servem mais e me dando o direito de dizer pra mim mesma que tem coisas que simplesmente não sei fazer.

Ao mesmo tempo que deixo pra trás tudo isso, abro espaço pro novo. Pra novas responsabilidades e expectativas, pra sonhos que nem sabia que tinha, pra uma vida onde eu tenho direito de escolher o que é bom pra mim e avaliar se essas escolhas são boas pra Namorado também. Estou aprendendo a pensar levando em conta duas pessoas, e não apenas eu mesma.

Acaba sendo um movimento bumerangue. Passei muito tempo me buscando, me procurando, vendo quem eu era nessa maçaroca toda. Aprendi a pensar por mim mesma, a tomar minhas próprias decisões independentemente do que fossem achar ou deixar de achar. Fiquei um ano sozinha, sem namorar ninguém, só pra me encontrar, só pra ver que sei ficar bem comigo mesma. Precisei me remontar. Passei tanto tempo da minha vida vivendo em função dos outros, achando que minhas opiniões não eram assim tão importantes, que não sabia mais nem que tipo de filme eu gostava. Não sabia se gostava de vinho branco ou tinto, nem como gostava do meu café. Tive que descobrir tudo isso, sozinha, que é o jeito mais doloroso, mas é o único possível.

Quando me senti inteira, pela primeira vez na minha vida me senti em paz. E foi quando conheci Namorado. Ficar com ele foi uma escolha muito consciente, e foi a primeira vez que escolhi com meu coração. Deixei que meu coração me dissesse o que devia fazer, e ele disse em alto e bom som pra seguir em frente. Eu, obediente, escutei, deixando de lado o que a imensa maioria das pessoas me dizia.

Fui fiel a mim mesma, e aprendi que uma história não se julga. Cada história pessoal é uma só, apenas quem tá dentro do bolo é quem sabe o que tá acontecendo, é quem pode avaliar as escolhas que são feitas e arcar com essas conseqüências. Descobri, da maneira mais dura possível, que o relacionamento de um casal é um universo à parte; que quando a gente se abre, descobre uma dimensão paralela que é só do casal.

Envergonhei-me das vezes que julguei os relacionamentos alheios, uma vergonha cumulativa que quase me sufocou de culpa, porque não é justo querer escolher pelo outro, ou achar que sabe mais do que o outro. Aprendi, no tapa, a calar a boca e a não julgar, a optar pela tentativa de compreender aquilo que não tem lógica. Perdi uma grande amiga no caminho e esse luto ainda tem que ser trabalhado. Ganhei um irmão e uma irmã, e isso simplesmente não tem preço. E como muito bem disse a Paty Y., a gente precisa abrir mão do orgulho pra ter do que se orgulhar.

Só escutei a mim mesma, e acabou que achei o homem com quem posso ser eu mesma. Não precisei me adaptar a Namorado, nós nos encaixamos. Não precisei abrir mão de meus sonhos, porque nossos sonhos se completam. Nosso dois mais dois dá vinte e dois, a gente se potencializa e se puxa pra cima. Aprendi que não adianta ser laranja sem o espremedor. Pela primeira vez na minha vida, quero casar, quero somar minha vida à de outra pessoa, quero ter um filho e quero que meu filho tenha os olhos dele. Pela primeira vez, penso a longo prazo. E pela primeira vez, estou tranqüila porque, pro resto da minha vida, não preciso mais representar, não preciso mais assumir um papel que não é meu. Estou na minha própria pele, que anda tão viçosa.

E agora, estou às voltas com a triagem dos modelos que vou levar comigo, e dos modelos que precisaremos criar pra nós dois. Daí, o incômodo com a intervenção dos meus pais, porque estão em jogo modelos conflitantes. E daí a fissura em programas de reformas e mudanças, porque agora posso escolher em que ambiente vou viver. A vida é uma grande mandala.

Minha terapia rende, não?



mais um pitaco da perolada às 16h17
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dicas de culinária

Existem mil maneiras de comer Nutella. Invente a sua.



mais um pitaco da perolada às 14h37
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minha menina

A Kath e a Alix forma lá em casa ontem. A Alix tá linda demais, é um absurdo, supera os índices permitidos pela ONU.

Ela aprendeu a franzir o nariz enquanto ri. Isso me derreteu umas cinco vezes. Os dentinhos tão aparecendo, então ela ri e dá pra ver dois arrozinhos. E, pra piorar, aprendeu a dar tchauzinho. É o fim, ódeus.

Ela dormiu por uma hora e meia no meu colo, o que encheu meu coração. Essa menina é fofa demais, é um bissurdo, bicego e bimudo. E é minha afilhada, hohoho. Eu tee-nho, você não teee-em!



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dia do silêncio

Hoje é dia do silêncio. Sério.

Mas eu tenho taaaaanta coisa pra falar... Não vou respeitar não.



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e porque sou uma garotinha de hábitos, mais uma tirinha...



mais um pitaco da perolada às 12h03
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minha menina

Sonhei com a Alix hoje. Ela me chamava de dinda e me abraçava forte. Já choraram em sonho? Eu chorei.

Só quero ver quando isso acontecer de verdade.



mais um pitaco da perolada às 11h59
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casa cor

Fui ontem com cunhada e cunhado na Casa Cor. Gente, vale a pena, tá lindo, lindo, lindo.

Um monte de idéias legais, materiais novos e modelos de sofá que são praticamente uma cama. Diliça pura. Fiquei muito feliz de ver que minha idéia de parede vermelha e sofá verde fica realmente maravilhoso. E madeira escura, muita madeira escura, pra minha felicidade. Chegamos às sete e saímos depois das dez. Delícia.

Saí de lá com 49 cartões (sim, 49, eu contei) e cinco revistas, e com a cabeça borbulhando de idéias. E com a certeza de que é maravilhoso ter dinheiro. Eu quero.

Dicas pra quem for:

- levem sacolinha pra carregar os folders e cartões que vocês vão pegar. Não é fácil carregar 49 cartões e folders, acreditem em mim. Dá cãibra nos dedos, eles não dobram mais depois de um tempo.

- vão com um sapato mega confortável. Eu tava com um salto de 9,5 centímetros e não foi bom. Não foi.

- no fim de toda a visita, você participa de um concurso cultural, preenchendo cupons. Dois dos cupons envolvem elaboração de frases, então vão pensando no caminho. Fui descobrir que teria que criar duas frases depois de três horas de caminhada com um salto de 9,5 cm, com fome e sono. Não foi justo.

- nesse mesmo concurso cultural, você tem que responder três perguntas. Não se preocupem, porque num dos últimos ambientes (o do restaurante japonês) eles te dão cola.

- os ambientes têm, todos, nomes muito engraçadinhos e cretinos, mas que não estão à vista. Então, se você gostar de um ambiente, pergunte o nome pra expositora e anote, porque você também vai precisar dessa informação pro concurso.

Se possível, vão com algum amigo que entende do riscado. A minha cunhada manja muito, é decoradora com um pusta de um bom gosto. Então ela ficava me apontando os detalhes, mostrando coisas que não tinha reparado muito, e dando idéias pra adaptarmos o que tínhamos visto. Sensacional.

E divirtam-se. Vale muito, muito a pena.



mais um pitaco da perolada às 11h53
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yooueesssssssssssss

Cortei os bebelos. Cerca de 25 centímetros se fueram, assim, facinho.

Tou parecendo uma protagonista do "Antes e Depois", do People&Arts. Tá óootemo.



mais um pitaco da perolada às 11h42
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amo os malvados



mais um pitaco da perolada às 16h59
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meda, muita meda

São vinte pras cinco da tarde, e todas as lâmpadas da iluminação pública estão acesas.

Imaginem o tamanho da chuva que tá se armando. E pergunta se a Tati trouxe sombrinha, pergunta. Três chances.



mais um pitaco da perolada às 16h50
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constatações de começo de tarde

A minha sala do escritório é linda. Duas das paredes, formando um "L", são totalmente envidraçadas, com vista pra praça. Bate sol o dia todo.

O problema é que, se o dia estiver só um pouquinho quente (mais de 15 graus) e eu não ligar o ar condicionado assim que chegar, a sala vira um forninho. Abafa de um jeito que não tem ar condicionado na potência máxima que dê jeito.

Sabem aquelas coxinhas que ficam no expositor da padaria? Então. É assim que tou me sentindo...



mais um pitaco da perolada às 15h40
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e pra animar essa manhã...



mais um pitaco da perolada às 08h58
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instituições

Então eu fui a um casamento no sábado, de uns amigos nossos. Comoção generalizada com babai e babãe. Nunca vi se emocionarem tanto num casamento, e não pensem vocês que era por causa da noiva. Passaram a noite na minha oreia, planejando detalhes do meu casamento que ainda nem tem data marcada. Um salseiro, pra resumir a coisa. De todo modo, melhor assim, sempre...

Mas o mais divertido veio no dia seguinte. Ontem, babai não me disse bom-dia. Ao invés disso, estendeu a mão com uma lista dos convidados dele e disse "tó!".

De modos que, é um fato. Namorado e eu estamos mexendo com uma instituição poderosíssima: o pai da noiva.



mais um pitaco da perolada às 08h56
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constatações matinais

Já viram a propaganda da C&A, pro dia das mães, com a Gisele Bínxen?

Então. Visualizei babãe com aquelas botinhas de cano curto e aquelas camisas justinhas com listras horizontais.

Oooooo. That´s a no-no.

 



mais um pitaco da perolada às 08h48
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amo
tatinho, gosto de café, cheiro de filhote, beijo na boca, fungada no cangote, chocolate, dormir no sol, música boa, jogar conversa fora, caipirinha de morango com vodca, bichos de estimação que dormem no colo da gente, passear no parque, conhecer gente nova, cozinhar, ler, lavar o cabelo, fazer maquiagem, rir muito, sabor de pimenta, dança do ventre, feriado, sexo com qualidade, cheiro de banho, homem cheiroso, minhas tatuagens, sapatos

odeio
pagode bundinha, gente babaca, mau humor, coração de galinha, moela, ressaca, buzina, invasão de território, levar um cano, levantar muito cedo, ficar com a bexiga cheia, meia desfiada, fatura de cartão de crédito, mau hálito


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