Frio pra caramba nessa terra. Frio doído, que corta a mão e os lábios. Passei a tarde embaixo das cobertas (férias, que maravilha) junto com dois gatos embrulhados no cobertor (gatos de verdade, infelizmente ou não), lendo harry potter and the order of the phoenix.
Quem acessou o blog ontem deve ter levado o mesmo susto que eu. Resolvi mexer na template, pra fazer jus ao presente lindo que ganhei da cris carriconde. Então, o blogger expirava a cada dois segundos (ô sujeitinho sem fôlego, sô) e logo depois, o serviço entrou em manutenção. Isso quer dizer que desde ontem o blog estava com um aspecto, digamos assim, picassiano. A cabito que ela é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça. Aos 30 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes. Aos 30, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher, se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa, nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30, ela já sabe lidar melhor com este aspecto peculiar da condição feminina. E poupa (exceto quando não quer), o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e, quem mais estiver por perto irremediavelmente. Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas. Encantadoras trilhas de pintas... Que só sabem mesmo onde terminam, uns poucos e sortudos escolhidos. Sim, aos 20, a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. Não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata. A mulher aos 30, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 30, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros. Seus lábios, mais reluzentes. Sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é o da oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade. Aos 20, ela rói unhas. Aos 30, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece também alguma coisa com os cílios, o desenho das sobrancelhas. O jeito de olhar fica mais glamoroso, mais sexualmente arguto. Aos 30, quando ousa no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens, já aprendeu a atuar no contra-ataque. Quando dá o bote, é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra sua força na hora certa e de modo sutil. Não para exibir poder, mas para resolver tudo a seu favor antes de chegar o ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis. Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher. Se você, mulher, anda preocupada porque não tem mais 20 anos - ou porque ainda tem, mas percebeu que eles não vão durar para sempre - fique tranqüila. É precisamente, a partir dos 30, que o jogo começa a fcionada! consegui com minhas pópria mão mexer na template desse jeito, inserir imagem na template e arrumar as coisas do meu modo, apesar do blogger agonizante.
Ai, ai.
E cris, meu anjo, muuuito obrigada, de novo. A pérola que vocês vêem no começo da página é presente daquela linda! Um dia, vou conseguir colocar o bannerzinho que ela fez, mas essa é a fase 2 da brincadeira.
Uma camisinha amarela cobriu no sábado a fachada de um hotel de 20 andares na cidade de Guilin, no sul do país mais populoso do mundo, para marcar o Dia Mundial da ONU para a População. "O prédio do nosso hotel é muito redondo", disse a gerente do hotel de 3 estrelas Fragrant River, que preferiu não se identificar. "O plano inicial era cobrir todo o prédio, mas por causa do vento forte, só conseguimos cobrir a parte da frente."
Quem acessou o blog ontem deve ter levado o mesmo susto que eu. Resolvi mexer na template, pra fazer jus ao presente lindo que ganhei da cris carriconde. Então, o blogger expirava a cada dois segundos (ô sujeitinho sem fôlego, sô) e logo depois, o serviço entrou em manutenção. Isso quer dizer que desde ontem o blog estava com um aspecto, digamos assim, picassiano. A cabicar bom! "
A Cristina Carriconde, aquela fofa de marca maior, mandou-me presentinhos lindos. Vou tentar colocá-los aqui no blog, mas,com disse pra ela, sou uma pequena gafanhota no mundo do html. Madrugada, aí vou eu!
Sempre disse que não tenho medo da morte, só que não tenho pressa alguma. Também sempre disse, nas minhas conversas com Deus, que se era pra morrer, que fosse rápido, sem dor, assim no susto. Nada de ficar uma velha caquética, que não reconhece nem a si mesma. Cada dia tenho mais certeza dessa opção pela qualidade de vida e não pela quantidade de vida.
Tive a sorte de ter avós. Meus avós paternos (especialmente minha vó Anna) são minha referência até hoje. Volta e meia me pego com as mesmas manias da minha vó. Esse poço sem fundo de vaidade e gosto por tudo que brilha certamente veio dela. Até hoje tenho a lembrança dela, pela manhã, penteando os longuíssimos cabelos brancos, que cuidadosamente prendia num coque grande, muito elegante. Lembro dela, já muito doente, escondendo as unhas sem esmalte, pra ninguém ver que ela não estava com as unhas vermelhas. E lembro que ela só se conformou com os cabelos curtinhos da quimioterapia quando dissemos que ela ficou uma mocinha, que ficou linda e rejuvenescida com esse novo corte. Lembro dela e do meu avô sentados juntos, de mãos dadas, vendo Sílvio Santos na tarde de domingo, ela com oitenta e seis anos e ele com noventa e dois, lucidíssimos e inteligentes, conversando e se acarinhando, um com ciúmes do outro. Eles são minha referência de relacionamento estável.
Por outro lado, vejo a deterioração física e mental da minha avó materna, que mora conosco no mesmo terreno, mas com uma casa só dela. Agora ela está com noventa e cinco anos (ô família longeva!), mas isso não quer dizer que só agora os problemas apareceram. Desde que me lembro por gente ela era assim, distraidinha e perdidinha, coitada. Tenho histórias ótimas dela. Uma delas: ela é ucraniana e analfabeta, confunde muito o português com a língua materna. Por conta disso, não pode ouvir que alguém sofreu traumatismo craniano, que já acha que algum ucraniano se machucou. É sério! E outra: até hoje ela acha que as pessoas na televisão também podem vê-la. Então, só troca de roupa do lado da tevê, que é pro Cid Moreira não ficar cobiçando. E esconde o controle remoto, pros personagens da televisão não poderem ligá-la. Também é sério! E uma das manias dela é dizer, quando vê algo que a choca ou que inverte a ordem natural das coisas, que treba ushih postrilhate, que significa, mais ou menos, que tem que metralhar todo mundo, tipo um grande ctrl+alt+del da humanidade.
E, nos últimos tempos, a coisa só piorou. É um tal de dizer que aquela meia não é dela, que a empregada pintou as estampas das fronhas, que aquele vestido ela não conhece. Acho que o alarme final veio hoje. Ela não conseguiu dormir até as três da manhã, porque a casa estava cheia de gente, antigos amigos que ela não via faz tempo.
Deus, por favor. Quando chegar minha vez, que seja rápido, indolor, no susto. E que eu mantenha a lucidez e força física até o final.
meus queridos, desculpem-me o abandono temporário desse bloguinho. Estou sem férias há dez anos, e nem acredito no que está acontecendo. Juro que amanhã eu volto ao normal...
Descobri que adooooro fazer aniversário! Ontem, ganhei um monte de beijo, vi um monte de amigos (e amanhã tem mais), cheguei à maravilhosa conclusão que tenho mais amigos do que idade, jantei num lugar muuito bom e pude ficar repetindo vogais sem que ninguém me censurasse... E ganhei presentinhos lindos.
E hoje, acordei com meus dois gatos dormindo comigo. Ê vida boa. Brigadim, papai do céu.
Seus seios são detectores de mentiras e suas pernas são armas poderosas com os quais ela envolve a cabeça de seus inimigos, num golpe que chama de "scissor-ella" (tesourela).
meu reino por um desses! acho que cabem nos meus peitos!
amo
tatinho, gosto de café, cheiro de filhote, beijo na boca, fungada no cangote, chocolate,
dormir no sol, música boa, jogar conversa fora, caipirinha de morango com vodca,
bichos de estimação que dormem no colo da gente, passear no parque, conhecer
gente nova, cozinhar, ler, lavar o cabelo, fazer maquiagem, rir muito, sabor de pimenta,
dança do ventre, feriado, sexo com qualidade, cheiro de banho, homem cheiroso,
minhas tatuagens, sapatos
odeio
pagode bundinha, gente babaca, mau humor, coração de galinha, moela, ressaca, buzina,
invasão de território, levar um cano, levantar muito cedo, ficar com a bexiga cheia,
meia desfiada, fatura de cartão de crédito, mau hálito