Inspirada pela pesquisa que minha amiga Patileine está fazendo, estava eu cá, pensando com meus lindos botõezinhos, qual o tipinho de homem que quero ou deixo de querer.
Na realidade, ainda é algo meio indefinido na minha cabeça. Após engatar dois longos namoros, que totalizaram 13 anos e meio seguidos de relacionamento, acho que tenho mais certeza daquilo que eu não quero. O que realmente quero ainda não sei direito, mas penso que dá pra fazer um apanhado geral.
Em primeiro lugar, se não for pedir muito, gostaria de um relacionamento com alguém que soubesse se expressar, iscrusivi por escrito. O fim da picada (ou the end of the bite ) é o tipinho que não sabe escrever de forma minimamente correta. Não sei se é porque sou advogada - e, por isso, com atenção ao português redobrada, embora muitos de meus colegas de classe não atentem para isso - ou se é porque tenho o saudável hábito de ler muuuuito, de tudo um pouco, mas português incorreto é algo que me incomoda de forma impressionante. E, em tempos de e-mails, é fundamental. Imagine o nervoso de receber (como eu recebi esses dias) um e-mail de um ex-rolinho no qual ele dizia que o ritimo da vida dele estava puxado e que a agenda dele era qse de politco. Porra, o cara é formado em publicidade. E está escrevendo, ou seja, tem tempo de reler! Veja que bonito. Fora aqueles que só sabem escrever com abreviações, que somente são aceitáveis em mensagens por torpedo, nas quais há limite de caracteres: bj, abs, kd vc, . Ai, cacete, custa escrever direito?
No aspecto físico, tamanho e forma (entendam como quiser) nunca foram itens eliminatórios. Meus dois namorados não tinham 1,70, meus três ex-rolinhos tinham mais de 1,80, nenhum deles tinha um corpinho sensacional. Uns eram grossos, outros finos, um era muito rosado, outro tinha uma pinta e outro ainda um leve desvio pra esquerda. E o último pareceu-me que não sabia muito como usar. Uns pediam pra que eu gritasse, um gritava e mordia, e uns queriam silêncio. Muita variedade nessa hora. Mas o melhor é alguém que saiba usar direito.
Outro item imprescindível é renda própria. Se for abastado, tanto melhor. Já passei da fase de rachar tudo sempre. E, como diria a mãe de uma amiga minha, a gente está na época de ter o motel pago pelo namorado. A hora que formos quarentonas e estivermos levando os nossos personal trainers de 25 anos ao motel, aí sim podemos pagar.
Nunca fui maria gasolina. Não me importo onde ele aperta a pasta de dente, desde que escove os dentes. Gosto de homem cheiroso e, se possível, com terno ou bem arrumadinho. Gel no cabelo mexe com um lado meu de mulher de mafioso. Barba por fazer, só naquela fase em que não pinica mais. Banhos diários exigidos. Meias, sempre da cor do sapato, que NUNCA, em hipótese alguma, poderá ser daqueles com pingentinhos ou franjinhas, prefiro descalço. Cuecas, qualquer uma, mas limpas. Uma vez saí com um cara que usava uma cueca com estampa de onça, que ganhou (disse-me ele) da mãe. Desconfiei e fiquei segurando a vontade de rir. Hoje não sei se seguraria mais essa vontade, então é melhor que sejam as clássicas.
Gosto de séquissu, mas não quando estou com sono ou barriga cheia. Tem que ser com camisinha, pelo o menos antes do pacto de fidelidade e antes dos exames. Gosto de jantar fora, de ter vida social intensa, de sair com meus amigos, de freqüentar batizados, coquetéis, casamentos, noivados, happy hours . Quero um cara que me acompanhe nisso tudo, cansei de ter namorados só pra dizer que tenho.
Não precisa gostar de gatos, mas não pode fazer cara de nojo quando pego o Bóris no colo ou quando vir o Edmílson André dormindo na minha cama. Tem que gostar de cachorro. Não precisa ser ecochato, mas tem que ter um mínimo de consciência ecológica. Se escovar os dentes com a torneira aberta o tempo todo, perde pontos.
Tampa do vaso levantada não me irrita, mas falta de pontaria, sem dúvida que sim. Níveis básicos de organização geral. Não pode implicar com minhas roupas, mas tem que elogiar sempre. Não pode se sentir intimidado com o fato de eu fazer dança do ventre há mais de três anos e com as naturais conseqüências disso (flexibilidade, criatividade, excelente controle da musculatura pélvica, adaptação dos passos para a horizontal, etc). Tem que pedir pra dançar pra ele.
Mas, principalmente, tem que ser um homem pra chamar de meu.
Assim não dá, assim não é possível, assim não brinco mais. Meus gatos estão com as patas, orelhas e narizes permanentemente gelados, dormindo grudados na gente que é pra ver se melhora alguma coisa. Até o Ed, o Mílson, está dócil ...
Como sugestão para o frio e o dia dos namorados que se aproxima, vai a dica da minha amiga Kath:
a quem interessar possa, a Vanilda ganhou 38 pontos com Deus
No post anterior, reproduzi o texto da Vane, sobre nosia, e uns queriam silêncio. Muita variedade nessa hora. Mas o melhor é alguém que saiba usar direito.
Outro item imprescindível é renda própria. Se for abastado, tanto melhor. Já passei da fase de rachar tudo sempre. E, como diria a mãe de uma amiga minha, a gente está na época de ter o motel pago pelo namorado. A hora que formos quarentonas e estivermos levando os nossos personal trainers de 25 anos ao motel, aí sim podemos pagar.
Nunca fui maria gasolina. Não me importo onde ele aperta a pasta de dente, desde que escove os dentes. Gosto de homem cheiroso e, se possível, com terno ou bem arrumadinho. Gel no cabelo mexe com um lado meu de mulher de mafioso. Barba por fazer, só naquela fase em que não pinica mais. Banhos diários exigidos. Meias, sempre da cor do sapato, que NUNCA, em hipótese alguma, poderá ser daqueles com pingentinhos ou franjinhas, prefiro descalço. Cuecas, qualquer uma, mas limpas. Uma vez saí com um cara que usava uma cueca com estampa de onça, que ganhou (disse-me ele) da mãe. Desconfiei e fiquei segurando a vontade de rir. Hoje não sei se seguraria mais essa vontade, então é melhor que sejam sa pequena aventura (ou desventura?) esotérica. Ali, ela fala que ganhou um ponto com o capeta.
Pois bem, justiça seja feita, ontem ela se reidmiu e ganhou 38 pontos com Deus. A esperta aqui esqueceu a chave de casa. Até aí, zuzo bein, mas papi e mami havia saído (mais uma prova da implacabilidade de murphi: eles NUNCA saem aos domingos pra passear...) e meus DOIS vizinhos não estavam em casa.
Mais um detalhe: ontem foi a noite mais fria do ano (nevou nas serras gaúcha e catarinense e fez 1 - isso mesmo UM - grau à noite). Sorte que tinha levado o celular. A Vane, heroicamente, veio resgatar a pobre criatura que vos digita, salvando-me de morte por enregelamento e livrando-me de uma provável tuberculose.
Vane, meu anjo, não se preocupe: 38 pontos, com futura bonificação, deduzíveis do imposto de renda.
Conforme já contei antes, todas as doida que foram pro cafundó do Judas ver a cartomante fodona se comprometeram a contar sua versão dos fatos, conforme pedido da Patileine. A versão da Vanilda, fidelíssima à realidade dos fatos, deve sair no blog da patileine logo logo.
Muito bem. O começo da história toda está no blog da Patileine, mas as doidas que participaram do começo da aventura, eu included, se comprometeram a narrar sua versão dos fatos. Então lá vai.
Estávamos nós quatro indo numa cartomante (siiiiiiim, uma cartomante, porque mulheres de quase trinta também têm suas preocupações esotéricas-astrológicas-espirituais) cuja morada localizava-se num aprazível local, mais ou menos dez quilômetros depois de onde Judas perdeu a segunda bota, prestes a tirar a meia.
A estrada era longa e o caminho era deserto (e o lobo mau, infelizmente, não estava por perto). Comecei a me preocupar quando o asfalto acabou: o número da casa era três mil e qualquer coisa, e a numeração que eu estava vendo se alternava entre 1750, 2900 e 2700, assim, sem qualquer ordem. Mas medo mesmo foi quando, perto de onde judas largou a primeira das botas, vimos um carro parado no canto da estrada de terra, um corcel (ou coisa parecida) véio pra cacete (ou idoso para pênis, como queiram), todo remendado. Sente só a placa: MAD 6222 . Uia, que meda. A Vanilda podia jurar que tinha um corpo ali dentro.
Chegamos e, obviedade murphiana, a mulher não poderia nos receber, porque estava de saída para atender um infeliz moribundo no hospital. Alguma de nós (não lembro quem) perguntou, discretamente, pra que é que alguém morrendo no hospital queria ver o futuro, mas parece que era pra benzer o coitado.
Não satisfeitas, voltamos, mas marcamos de ir lá, saindo daqui às 7 da manhã. E o duro é que acordamos mesmo, às 6h25min, com esquema especial: eu fui dormir na casa da Patilene, a Patilda foi dormir na casa da mãe, que é mais perto. A Vanilda, que é frutinha, tinha decidido que não ia. Quando acordamos, o tempo estava bem fechado e, na hora em que falei pra Patilene que se chovesse seria bom não irmos, começou a cair AQUELE TORÓ. Vige, como choveu nessa terra! Como a idéia de ficarmos atoladas naquele barro não nos pareceu exatamente agradável, decidimos deixar pra outro dia. Isso mesmo, pensa que nóis desite?
Na Revista TPM (Trip para mulheres) desse mês, tem uma matéria sobre umas fotos tiradas com o Lázaro Ramos, Mateus Nachtergaele, Fábio Assunção e Gabriel Braga Nunes. Até aí, zuzo bem, o pobrema é que eles estão vestidos de mulher, e daquelas bem esfoladas, então não esperem nada muito sedutor. É interessante ver as entrevistas. O Mateus disse que, se fosse mulher, daria muito - o que eu sempre achei um ótimo conselho. Mas o engraçado é ver como eles têm uma idéia meio estereotipada do universo feminino. Acho que, se fosse o contrário - nós, se tivéssemos a chance de sermos homens por um dia - provavelmente estaríamos mais interessadas na glória que é poder fazer xixi em pé (possibilidade fundamental no inverno: mijar sem esfriar a bunda! Que maravilha viver!). Duvido muito que nosso primeiro impulso seria comer todas. De todo modo, vai aí uma amostrinha das figuras. Aposto que nossas fotos sairiam menos esculachadas:
Hoje perdi a hora deslavadamente. Mas a culpa principal é dos gatos: Bóris, o lindo, e Ed, o Mílson, se aboletaram em cima de mim, uns vinte minutos antes do horário programado para levantar. Reconheço que parte da responsabilidade é minha, afinal eles não são tão pesados assim que eu não pudesse me livrar deles. Contudo (e quem tem gato sabe disso) dois gatos em cima de um ser humano, às 7h30min da manhã, têm alto poder sedativo e o peso equivalente a um cavalo percheron:
E agora é que eu reparei a coincidência interessante entre o tema cavalo (de hoje) e homem (de ontem). Obsessão?
Como diz a Bia, de onde tirei esse moço aí embaixo (do post, e não de mim, infelizmente) algumas verdades são eternas e, portanto, merecem ser sempre mencionadas. Por ora, fico com o Roberto Carlos, meu amigo de fé e irmão camarada.
Se possível, ainda, mandando retirar as claorias do sorvete...
E por falar em verdades, hoje vi esse texto, muuuuito bom. Às vezes a gente ser não poderia nos receber, porque estava de saída para atender um infeliz moribundo no hospital. Alguma de nós (não lembro quem) perguntou, discretamente, pra que é que alguém morrendo no hospital queria ver o futuro, mas parece que era pra benzer o coitado.
Não satisfeitas, voltamos, mas marcamos de ir lá, saindo daqui às 7 da manhã. E o duro é que acordamos mesmo, às 6h25min, com esquema especial: eu fui dormir na casa da Patilene, a Patilda foi dormir na casa da mãe, que é mais perto. A Vanilda, que é frutinha, tinha decidido que não ia. Quando acordamos, o tempo estava bem fechado e, na hora em que falei pra Patilene que se chovesse seria bom não irmos, começou a cair AQUELE TORÓ. Vige, como choveu nessa terra! Como a idéia de ficarmos atoladas naquele barro não nos pareceu exatamente agradável, decidimos deixar pra outro dia. Isso mesmo, pensa que nóis desite? pega fazendo coisas contra nós mesmas, na mais pura forma de sabotagem, e nem se dá conta do porquê. Acho que essa abordagem ajuda a dar uma luz.
You have come to a place mute of all light, where the wind bellows as the sea does in a tempest. This is the realm where the lustful spend eternity. Here, sinners are blown around endlessly by the unforgiving winds of unquenchable desire as punishment for their transgressions. The infernal hurricane that never rests hurtles the spirits onward in its rapine, whirling them round, and smiting, it molests them. You have betrayed reason at the behest of your appetite for pleasure, and so here you are doomed to remain. Cleopatra and Helen of Troy are two that share in your fate.
Então tá. Pelo o menos estou em boa companhia. Vou trocar figurinhas com a minha amigan Cléo e trocar segredinhos com a Lenita. Quem mais tá comigo?
E olha que bunito: tem até gráfico!
b>The Dante's Inferno Test has banished you to the Second Level of Hell! Here is how you matched up against all the levels:
You have come to a place mute of all light, where the wind bellows as the sea does in a tempest. This is the realm where the lustful spend eternity. Here, sinners are blown around endlessly by the unforgiving winds of unquenchable desire as punishment for their transgressions. The infernal hurricane that never rests hurtles the spirits onward in its rapine, whirling them round, and smiting, it molests them. You have betrayed reason at the behest of your appetite for pleasure, and so here you are doomed to remain. Cleopatra and Helen of Troy are two that share in your fate.
Então tá. Pelo o menos estou em boa companhia. Vou trocar figurinhas com a minha amigan Cléo e trocar segredinhos com a Lenita. Quem mais tá comigo?
E olha que bunito: tem até gráfico!
b>The Dante's Inferno Test has banished you to the Second Level of Hell! Here is how you matched up against all the levels:
queridos, se vocês estiverem vendo um gatinho acordando - com uma cara muito parecida com a minha hoje de manhã, me avisem. se não estiverem, também me avisem!
É isso aí, cansei. Agora é oficial, público, notório e extensível a todos os cidadãos. Fato independente de prova. Quando eu era pequena, perguntavam pra mim o que eu queria ser quando crescesse, e eu, idiotamente, respondia que queria ser uma mulher independente, que ganhasse seu próprio dinheiro e pagasse suas próprias contas. Muito bem, esse papo de que você tem que tomar cuidado com o que deseja, porque pode virar realidade, é a mais pura verdade. Deus me atendeu, me deu independência pessoal (ainda não financeira) e algum dinheiro pra pagar as contas, que não são poucas. Agora que descobri que a resposta correta seria MADÃME. Isso aí, madãme, com til e tudo, que é pra pronúncia ficar mais empostada ainda. Já provei pra mim mesma que sou inteligente, capacitada e criativa (ouvi do meu chefe, ontem mesmo, que escrevo melhor que muito juiz e desembargador por aí) e agora CHEGA. Quero ter grana e tempo pra fazer o que eu quero, para poder curtir minha vida do lado de um homem que valha a pena, para me dedicar à dança do ventre (louca paixão minha), para ler muito, fazer artesanato, algum trabalho voluntário, poder comprar coisas bonitas e encher a prateleira com papel higiênico de pêfego. Chega de me preocupar com contas, prazos, horários, encheção de saco! A partir de hoje, quero que minha única aflição se restrinja a saber se o horário da cabeleireira vai coincidir com o horário da academia. Deus, já tá pedido, agora dê um jeito.
amo
tatinho, gosto de café, cheiro de filhote, beijo na boca, fungada no cangote, chocolate,
dormir no sol, música boa, jogar conversa fora, caipirinha de morango com vodca,
bichos de estimação que dormem no colo da gente, passear no parque, conhecer
gente nova, cozinhar, ler, lavar o cabelo, fazer maquiagem, rir muito, sabor de pimenta,
dança do ventre, feriado, sexo com qualidade, cheiro de banho, homem cheiroso,
minhas tatuagens, sapatos
odeio
pagode bundinha, gente babaca, mau humor, coração de galinha, moela, ressaca, buzina,
invasão de território, levar um cano, levantar muito cedo, ficar com a bexiga cheia,
meia desfiada, fatura de cartão de crédito, mau hálito